Taxa de R$ 200 para turistas causa preocupação com risco de Ituberá perder o festival Universo Paralello
Foto: Reprodução / Universo ParalelloA decisão da Prefeitura de Ituberá de instituir uma tarifa ambiental de R$ 200 para turistas e visitantes durante a realização do Universo Paralello, na Praia de Pratigi, tem gerado apreensão entre empresários, comerciantes, trabalhadores informais e moradores do município. O principal receio é que a nova cobrança possa comprometer a permanência do festival na região, colocando em risco um dos maiores eventos de música eletrônica do país e os impactos econômicos positivos que ele proporciona há mais de duas décadas no município.
Conforme a medida anunciada pelo município, a tarifa será cobrada por meio de um voucher, no valor de R$ 200, correspondente a todo o período de permanência dos visitantes na cidade durante o evento. A iniciativa tem provocado questionamentos entre diversos setores da economia local, que temem reflexos na adesão do público e, consequentemente, na movimentação financeira gerada pelo festival.
Em entrevista à reportagem do GIRO, um empresário que atua em Ituberá, e que prefere não ter seu nome divulgado, afirmou que a preocupação é compartilhada por diversos segmentos da economia local. Segundo ele, o Universo Paralello representa um importante impulso para a rede hoteleira, pousadas, restaurantes, supermercados, comerciantes, prestadores de serviços e trabalhadores autônomos, além de contribuir para o aumento da arrecadação de tributos municipais.
“Taxas como essa podem acabar comprometendo o evento na região, que de toda forma vai perder muito se não tiver o festival. O município pode acabar perdendo não apenas a arrecadação da taxa, mas todos os benefícios econômicos que essa festa traz para Ituberá”, comentou o empresário.
Em nota oficial, a organização do Universo Paralello manifestou preocupação com a criação da tarifa ambiental e informou que está analisando as medidas cabíveis diante das dúvidas quanto à legalidade e à constitucionalidade da nova cobrança. Segundo os organizadores, o objetivo é resguardar os direitos dos frequentadores, trabalhadores e empreendedores envolvidos com o evento.
A organização também ressaltou que é favorável a iniciativas que promovam o desenvolvimento do município, desde que sejam construídas por meio do diálogo e do equilíbrio entre todas as partes envolvidas. No comunicado, o festival reafirma a confiança na busca por uma solução consensual que preserve a parceria construída ao longo de mais de 20 anos entre o Universo Paralello, a comunidade de Pratigi e o município de Ituberá.
A expectativa agora é de que o assunto seja debatido entre a administração municipal e a organização do festival. Enquanto isso, representantes do setor produtivo acompanham o desdobramento da questão com preocupação, diante da possibilidade de impactos econômicos caso o evento deixe de ser realizado na região.
Giro Ipiaú
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quinta-feira, julho 23, 2026
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